Alerta em Buenos Aires

Dicas, Viagens março 24, 2012

Oi, meninas!

Sei que vocês querem as dicas dos passeios em Bs As, mas considero esse post o mais importante pra quem vai fazer essa viagem. Vou tentar dar uma geral sobre minhas impressões e situações que passei por lá e espero poder alertar vocês para que não caiam nas mesmas ciladas, ok.

Adorei os prédios com arquitetura histórica

Li muitos blogs e sites pra programar minha viagem, queria ter uma idéia do que iria encontrar lá, saber como são as pessoas, entender mais a moeda, os costumes, compras, enfim. Li muita coisa útil, mas tive muitas surpresas negativas, coisas que não li em lugar nenhum e é justamente essa visão que quero passar pra vocês.

O tratamento – Li e ouvi que os argentinos não levavam a rivalidade com o Brasil a sério, que são hospitaleiros e gentis. Não tive essa impressão. O que vi foi um povo seco, calado, sem simpatia alguma e senti um descaso com o turista brasileiro. Não sei se a questão econômica pesou e transformou o argentino em um povo mais triste e com baixa auto estima, o que sei é que onde íamos não éramos bem recebidos. Vi uma impaciência enorme quando não entendíamos o que estavam falando, presenciei cara feia inúmeras vezes.

No bairro Palermo, onde ficamos.

A excessão – Meu hotel foi uma maravilhosa excessão, lá me sentia segura e tinha a certeza que os funcionários estavam prontos para colaborar com nossa estadia, depois farei um post sobre ele.

Na frente do hotel Bys Palermo

Os golpes – Já tinha lido sobre os golpes que os taxistas argentinos estão praticando com turistas, mas o que caímos eu não tinha lido. Caímos bonito! Foi o seguinte, eu e meu marido tínhamos acabado de sair de um restaurante em Puerto Madero, já tarde, rua deserta, e um taxista acabara de deixar um casal no restaurante ao lado. Pegamos o dito cujo que pra variar não trocou uma única palavra conosco, nem mesmo um Boa Noite. Chegando próximo ao hotel, o taxista perguntou se não podia nos deixar na esquina (nosso hotel ficava próximo, mas na outra rua), achamos que não teria problema até porque ele teria que dar uma volta a mais pra ficarmos na frente do hotel. Na hora de pagar, o taxímetro marcava 56 pesos. Meu marido deu uma nota de 50 pesos e uma de 10 pesos. Foi então que o taxista juntou o dinheiro dado ao dinheiro dele e voltou com a nota de 50 mostrando que ela estava rasgada. Pediu que trocássemos a nota, pois não teria problema pra nós. Trocamos. Na agonia, ficamos desconfiados, mas queríamos sair logo daquele ambiente ruim, esquisito. Mas foi eu bater a porta do carro que caiu a ficha: era nosso segundo dia na cidade, não tínhamos recebido troco em lugar algum e nosso dinheiro tinha sido trocado na casa de câmbio que não nos daria um dinheiro rasgado. Chegando ao hotel, mostrei a nota na recepção e nos informaram o que eu já previa: dinheiro falso! Golpe clássico. Portanto, fiquem atentos, pois isso acontece com muita frequência. Outro golpe que fiquei com ódio foi das voltas desnecessárias, nos últimos dias já conhecíamos tudo por ali e queríamos voltar ao Centro. Pegamos um taxi que deveria ir praticamente numa reta e eu sabia que a corrida daria no máximo 30 pesos. Depois de mil voltas tivemos que pagar 45 pesos. No meio do caminho eu já tava com vontade de falar poucas e boas praquele cara de pau, não é pelo dinheiro é porque detesto esperteza.

Uma dica importante que pode evitar o golpe da nota falsa é pegar somente taxis identificados em cima como Radio Taxi, nos lados deve ter o nome e telefone da empresa de taxi e na parte de dentro a identificação do taxista. Além disso, ande com dinheiro trocado pra não ter que receber troco no taxi. Normalmente na recepção do hotel eles trocam pra você, até porque eles já conhecem os golpes. Isso só evita notas falsas, mas não problemas!

Outro dia, por indicação de uns brasileiros que estavam no nosso hotel, resolvemos jantar num restaurante chamado Madero, que ficava em Puerto Madero numa área onde tem muitos restaurantes um ao lado do outro. Pra evitar stress resolvemos pedir um radiotaxi no lobby do hotel, mesmo tendo que pagar um adicional por isso e tendo que esperar cerca de 10 a 20min. Foram 2 taxis, pois éramos um grupo de 6 pessoas. Não sabíamos a rua exata, somente o nome do local e o bairro, mas eu sabia que ficava próximo a um restaurante famoso que todos os taxistas conheciam. Bom, um taxista foi pelo caminho certo e deixou os 3 no local correto, o outro dizia não saber em que altura ficava, se irritou por não sabermos o endereço e dizia desconhecer o restaurante famoso. Tentei ajudar dizendo para ele dobrar numa certa rua, pois lembrei que havíamos passado por lá. Fomos até o final da rua e não era lá, então concluí que havia outro quarteirão bem parecido e pedi que ele tentasse esse outro quarteirão, pois seria lá o restaurante. Mais uma vez esse se irritou, levantou os braços, encostou o carro e só faltou nos expulsar do veículo. Um absurdo! Com essa, desistimos do taxi e tivemos que caminhar até conseguirmos um outro taxi que nos levou até esse próximo quarteirão que realmente existia. Óbvio que rolou uma reclamação básica para a companhia de taxi.

Acabamos trocando o Madero pelo Bahia Madero. Adoramos. O atendimento foi simpático e satisfatório.

Também farei post sobre os lugares bacanas pra comer, aguardem, são muitos lugares.

Depois de tanto stress com taxis, até aprendemos a andar de metrô. O metrô é velho, sem manutenção, mas os horários que pegávamos era tranquilo, o único incoveniente é que tínhamos que caminhar muito, pois ficada distante do nosso hotel.

E por falar em caminhar… tomem cuidado ao andar nas calçadas!!! Ao contrário do Brasil, lá lugar de cachorro fazer totô é na rua, ou melhor, na calçada mesmo. Aliás, eles adoram cachorro e dos grandes! Andamos bastante a pé e olhávamos mais pro chão que pra frente, é muito totô, gente!! Eles não tem o costume de recolher a “obra” dos seus pets. Apelidamos carinhosamente de doce, então quando algum da turma ia na frente já avisava aos outros “Olha o doce!!!“, mas as vezes acontecia o inevitável. kkkkk Mas somos brasileiros, tivemos senso de humor e levávamos na esportiva, que jeito!

Meninas, esse post foi mais um desabafo, mas ficaria com peso na consciência se não contasse o lado sem glamour da viagem. Falar de moda é um prazer, mas dar dicas que podem ajudar alguém a evitar problemas – pra mim – é melhor ainda. Espero ter contribuído.

Clica aqui nesse link pra ler mais sobre outros golpes por lá. Ah se eu tivesse lido isso antes…

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Compras em Buenos Aires

Dicas, Viagens março 22, 2012

Oi, meninas! Começa aqui uma série de dicas de Buenos Aires pra vocês. Estive lá por 5 dias apenas, não conheci tudo o que pretendia, mas deu pra aproveitar bastaste a cidade e explorar alguns lugares interessantes.

Resolvi começar pelas compras, pois sei que no fundo no fundo, pra nós mulheres, é sempre a melhor parte da viagem. Hehehe

Bem, antes de mais nada tenho uma dica bem valiosa: o sucesso de algumas de suas compras depende do aeroporto que você escolhe desembarcar, principalmente se você quer comprar maquiagem! Explico. O Aeroparque (aeroporto que eu desembarquei) é como se fosse o Santos Dumont do RJ, mais central, menor, porém com um free shop probrinho. Não tem MAC nem na ida e nem na volta, portanto eu só aproveitei a MAC do free shop de Guarulhos (fiz conexão em SP), mas tudo custa U$3 mais caro que nos EUA. Ok, tem loja da MAC em Buenos Aires sim, mas só pra você ter uma idéia, comprei um batom MAC no Free Shop de Guarulhos por U$18, enquanto o mesmo batom na MAC da Rua Florida custava em média U$40, é pra acabar! Já o aeroporto Ezeiza tem um free shop imenso e pelo que dizem é de enlouquecer qualquer mulher com um tiquinho de vaidade. Portanto, quer fazer compras no free shop, opte pelo Ezeiza!

Quiosque da MAC no Duty Free de Guarulhos.
Duty Free do Aeroporto Aeroparque – BsAs

Chegando em Bs As, você certamente vai querer conhecer os shoppings, aí vai:

Galerias Pacífico – arquitetura linda, lugar pra tirar várias fotos. Tem MAC PRO, que é o preço praticado no Brasil, tem Bobbi Brown (caríssima), mas pra quem ama vale a pena a oportunidade. Tem loja de make da Chanel… nossa, tem cada loja. Mas ali eu só fiquei olhando, não achei nada pro meu bico. Dei várias paradas estratégicas no Starbucks, amo! Ah, e a galeria fica na super famosa Rua Florida, pertinho da Zara (meu ponto fraco) e da Falabella (vou fazer um post só dela).

Essa é PRO, tem produtinhos que não se encontra em todas as lojas.
Se eu entendesse de maquiagem e soubesse fazer aquela make ia aproveitar, mas sou café com leite, então fiquei só olhando.
Essa também foi só “pavê”

Alto Palermo Shopping – não achei tão grande, porém agradável. Tem quiosque da Mac (ai, eu só falo nisso!), tem quiosque do café Havanna, lojas de marca da Argentina. Se estivesse no RJ, compararia ao Shopping Leblon, talvez. Ah, tem Zara! hahaha

Abasto Shopping – pé direito altíssimo, bonito shopping, tem as principais lojas de marca da Argentina. Tem Zaraaaaa! Mas fica um alerta: a comida dos fast foods não são muito boas, nem a parrilla, nem os sandubas. O que salva lá é o Freddo (sorvete maravilhoso, tem que provar!).

Quem estiver com crianças, esse shopping é uma boa opção, a área é gigante e super atrativa.
Só digo uma coisa: Freddo é muito bom, aproveita que tem em todo lugar.

Pátio Bullrich – esse é um shopping luxuoso, com as grifes internacionais, infelizmente só passei na frente, acabou não dando tempo de fazer um passeio por lá e eu preferi priorizar outros programas.

Mas vou avisando, todos esses shoppings não são baratos, os preços que você encontrará são preços de shopping, tal qual você encontra no Brasil. Uma blusinha qualquer de uma loja de marca argentina custa em média, já convertendo uns R$120! Meu olho sempre ia nas mais caras e quando via o preço, fazia os cálculos e dava uns R$200. Oi? Prefiro a moda brasileira e ainda parcelo de 3x sem juros no cartão.

Depois vou fazer um post sobre a moda argentina, o que vocês encontrarão por lá, mas já adianto que é diferente da nossa.

O que eu não achei caro por lá é roupa de inverno. Um casaco belíssimo na Zara (ah como eu amo…) saía por R$350, e nas outras lojas você encontrava também lindos por R$250, R$200 e nas lojas mais populares por R$135. Quem mora em cidade que tem inverno ou viaja muito pra lugares frios pode se programar sem medo pra comprar esse tipo de roupa por lá, vai voltar com a mala cheia e com ótimas peças.

Fiquei super tentada em comprar esse casaco, mas como iria usar pouquíssimo, desisti de investi. Mas que é lindo é. Na Zara, por volta de R$350.

Outlets – Eu tava super decepcionada com os preços argentinos, não tinha comprado uma roupitcha sequer – só na Zara, claro – até conhecer os outlets. Vá na Rua AGUIRRE e Rua Gurruchaga  e ande pela redondeza toda. Tem uma extensão muito grande de lojas e mais lojas de marcas argentinas e internacionais. Os preços das marcas locais são bons, mas as lojas tipo Lacoste, Puma, Brooksfield, Calvin Klein deixam muito a desejar. Na verdade é o seguinte: se você já foi aos EUA vai ficar muito decepcionada porque os preços não chegam nem perto dos de lá. O que eu aproveitei mesmo foram as marcas locais, que nos shoppings estavam o ojo de mi cara (meu portunhol) e lá tava um barato meia boca. Comprei, por exemplo, um bolerinho lindo da Rapsodia por R$80. Certamente se comprasse na Forever XXI dos EUA seria menos da metade desse preço que já tava na promoção. Mas…não dá pra comparar.Em compensação comprei calças sociais boas e pela pechincha de R$22. Oi? Isso mesmo. Essas eu encontrei na Rua Cordoba na altura 4000, quando sai pra dar uma volta despretenciosa sozinha próximo ao meu hotel. Nessa área tem várias lojas em promoção e essa área se liga a Aguirre que tem os outlets.

Acessórios – em Bs As tem várias lojinhas de bijus Isadora, Todamoda, Alenis… você vai passar por várias com certeza. Os preços são bons, pra quem gosta do estilo hippie chic vai se esbaldar, eu já curti mais, hoje nem tanto. Senti falta de maxi colares, mas a moda de lá é outra. Se você quer renovar seu estoque de lencinhos/echarpe tá no lugar certo. Cada um mais lindo que o outro e bem baratinhos (cerca de R$25).

Cosméticos na Farmacity – Farmacity é uma rede de farmácias que tem em todo lugar. Eu tinha lido maravilhas. Decepcionei. Li que era uma lugar maravilhoso pra comprar dermocosméticos e maquiagem. É verdade que tem os expositores da Revlon, La Roche, Avéne, Roc …. tudo separadinho, arrumadinho (nem tanto), o que faz você se sentir num paraíso. Prato cheio pra encher a cestinha. Gente, tudo que tem lá tem aqui e a diferença de preço é mínima, em alguns casos chega a 10% mais barato, outros casos nem isso. E aqui, como uma boa mulher classe média, eu posso parcelar no cartão a perder de vista. Hehehe Eu comprei lá uns produtinhos pra tratamento de unha da Sally Hansen que ficavam numa gondola meio mortinha, como é produto importado tava meio carinho (R$25) , no mais, não achei nada de “oh, meu Deus, tenho que aproveitar a oportunidade”.

Resumo da ópera: Bs As é bom pra passear! A Zara tem preço praticamente igual do Brasil, maquiagem de marcas tops são caríssimas (se você não é rica compre no free shop, mas antes escolha ir pelo Ezeiza pra ter mais opção) shoppings caros, outlets mais baratos, porém nem se compara aos EUA. É um bom lugar pra comprar roupa de inverno, e olha que eu fui em lançamento de coleção Outono Inverno e mesmo assim achei os preços bons.

Meninas, esse post ficou gigante, mas vai ficar pra posteridade. Acho útil pra quem pretende dar um pulinho por lá. Ainda tenho muitas dicas valiosas, daquelas de amiga mesmo. Fiquem ligadas no blog e qualquer coisa é só perguntar. Essa foi a minha experiência, e você que já foi conta aqui a sua.

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